O Negócio da Edição de Música / The Business of Music Publishing

Os tempos são outros (no seguimento do post anterior).

A Era Digital engoliu todas as formas de divulgação de música (e de todos os produtos culturais em geral) e deu-lhe uma nova vida.

Uma vida paralela que a faz lançar-se para junto dos que a queriam ter/ouvir/desfrutar.

Cada vez mais o negócio da música prolifera em número de artistas, de projectos,de bandas, de músicas, de parcerias e colaborações. Já não são só as editoras que determinam o que ouvimos ou o que é permitido que nos chegue aos ouvidos.

Sucessos feitos no Youtube, e outros canais mais ou menos mainstream, trazem à luz do dia ínumeros sucessos (igualmente efémeros, é verdade). Mas até onde vão as possibilidades?

Os limites estão no ruído criado pelos infindáveis nomes que saltam todos os dias para o online e que tentam chegar a nós das mais variadas formas: seguindo pessoas no twitter que possam estar interessadas, enviando mensagens privadas, comentando fóruns e blogues em comum, associando-se a vídeos vistos no Youtube ou músicas no Spotify.

E com essas estratégias (e tantas outras!!) se ganham novos empresários do universo da música. Empresários estes que são também os próprios músicos. As redes sociais são um instrumento pessoal de comunicação e divulgação que permite ter acesso a uma plateia/audiência quase infinita, de forma quase gratuita.

Embora tempo seja dinheiro.

Dois novos exemplos em como este mundo está a mudar:

FREE DOWNLOAD: Tempting Fate

A música gratuita é a ponte para outras realidades que trazem a verdadeira remuneração dos artistas/criativos. Essas realidades são os concertos ao vivo, mais vídeos vistos e partilhados, mais música partilhada entre amigos, mais pesquisas online, eventualmente espectáculos maiores e mais bem remunerados.

EDITORAS INDEPENDENTES

Aqui ao lado na planície alentejana surje a CAPOTE MÚSICA. Uma editora independente que nasce da preserverança e amor à arte de Daniel Catarino. Saibam mais aqui.

Embora o monopólio esteja sempre presente, tal como tudo o resto, sofre constantes evoluções e mutações. “Os grandes” continuam a tentar usar do seu estatuto. Mas nem a forma como acedemos à música voltará a ser a mesma nem o monopólio tem a mesma face. O Youtube que o diga que tem tentado dificultar a vida a estas editoras independentes com menor poder negocial.

Dado que nem artistas, nem editoras, nem canais se comportam da mesma forma, para onde nos leva a música?

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