Exepriências de fãs

Qual o limite para oferecer e cobrar experiências aos fãs?

Os fãs e os artistas!

Uma relação quase tão bipolar como a relação entre artistas e editoras que promove a movimentação de pessoas e de recursos de forma global, actualmente diria que sem fronteiras nem barreiras geográficas.

Os meet&greets estão banalizados no mundo da música. Diria que a excepção está em bandas mais “antigas” mas até nessas se vê que o paradigma do rockstar que foge do fã começa a mudar.

A questão é colocada de variadas formas e com diferentes leituras quer pelos fãs, quer pelos artistas.

(Bom, fã é uma palavra que eu abomino particularmente pelo que a vou substituir pelos admiradores, importam-se?)

Se por um lado, os admiradores querem uma experiência mais próxima do seu artista preferido, os artistas agradecem as estruturas dos clubes de fãs para proporcionar essas experiências de forma organizada e segura.

Vamos ser sinceros! É uma forma do artista ter um rendimento extra de quem valoriza o que vai ter em troca.

Em termos de comunicação pode ser uma forma de criar conteúdo que valoriza a experiência com aquela banda trazendo-lhe mais notoriedade entre os admiradores.

MEET&GREETS

São sessões de autógrafos exclusivas para pequenos grupos de pessoas, momentos de conversa com os artistas e, por vezes, ocorrem uns momentos acústicos que deliciam qualquer apreciador de música.

CLUBES DE FÃS

Estes clubes de fãs funcionam de forma tão variada como a quantidade de artistas existentes!

Por um fee, permitem acesso a informação privilegiada, acesso a entradas antes das portas ao público em geral, merchandising diverso, músicas exclusivas, a imaginação é o limite.

Alguns destes clubes têm como oferta base a possibilidade dos admiradores participarem em meets, que ocorrem horas antes dos concertos. Relembro que os admiradores subscrevem de livre vontade um pack e pagam por outros produtos de merchandising e serviços de comunicação/marketing extraordinários).

Outros há que promovem esses meets como um serviço extra, pago extraordinariamente. Tudo depende do artista e de como essa relação é interpretada. Os valores também variam de artista para artista. Algumas experiências podem chegar aos milhares de euros. Por outro lado, a inscrição num clube de fãs de outras bandas pode custar 20 dolares e permitir acesso ao mesmo tipo de experiência.

Existe equilíbrio nesta troca de serviços?

Será justo? Será equitativo?

Provavelmente não mas o sentimento de desigualdade e de injustiça sofre uma ampolação quando algumas bandas se manifestam contra este tipo de atitudes por parte de outras bandas, afirmando que as bandas exploram os fãs.

Relembramos que os admiradores não são obrigados a pagar qualquer experiência extra ou fee especial para aceder ao concerto. Aqui o que está em causa é a existência de situações extraordinárias que incluem, entre outras experiências, conhecer os artistas.

Os Enter Shikari foram uma das bandas que mais mediatismo teve com uma declaração clara e pertinente relativa a este tema. Este é o tweet que deu asas à imaginação dos jornalistas da área.

E que voltou à baila recentemente com a declaração: “If someone charges to meet them, do they deserve to be met?”

in http://www.altpress.com/features/entry/op_ed_rou_reynolds_enter_shikari_on_vip_fan_packages

Recentemente, outra banda decidiu proibir as fotos e gravação de vídeo nos meets: os Linkin Park. O argumento foi simples: o objectivo destes meet&greets é socializar e isso é difícil de fazer com câmaras constantemente apontadas aos membros da banda.

Artista: aquele que nos entretém (mas só no palco?)

As estratégias são diversas, diferem de artista para artista e inclusivé de evento para evento. Mas será assim tão errado pagarmos (enquanto admiradora) para termos uma experiência diferente com aquele artista em especial cuja função é entreter-me?

Será errado, enquanto admiradora, colocar o artista nessa posição?

Será que os artistas ao promoverem eventos e oportunidades para este tipo de interacção se estão a deixar explorar ou a explorar os fãs?

Será que não deverá ficar ao critério de cada um decidir qual o seu nível de conforto com essas acções? E com esses valores?

Perugnto eu se não será igualmente injusto termos tours com 20 concertos onde as setlists são personalizadas em todos eles mas nós só podemos assistir a um (por questões logísticas, financeiras, geográficas, etc)?

Pagar para conhecer o nosso artista preferido: não será apenas uma forma crua de colocar a questão?

Há diferença entre pagar 20 dolares ou 1500dolares?

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