Serviços de streaming: solução ou mito para os artistas?

Os serviços de streaming: solução ou mito para os artistas?

Como rescaldo de 2014 podíamos ter inúmeras playlists a enunciarem os tops do ano que termina!
Deixemos com os especialistas esse agregado de informação musical.

Billboard Top Songs 2014
Popular Artists – 2014

Mas outros assuntos marcaram o music business este ano, aliás um em particular: o Streaming será, de facto, um meio justo de divulgação e remuneração dos artistas?

Artistas que retiraram a sua obra criativa do Spotify, outros que processam o Youtube. Será uma moda, uma tendência ou o fim duma situação insustentável para o autor?

Os serviços de streaming vieram para ficar e ganham cada vez mais espaço. Spotify e Youtube como os mais cobiçados, mas outros há que entram na guerra pela atenção dos ouvintes: Netflix, Deezer, Napster, Pleimo, Hulu, Stereomood, rdio, Grooveshark, MusicBox (PT), Pandora, Rhapsody, MyWay, MySpace, Shoutcast…

Por outro lado, há artistas que protestam contra a superficialidade da troca comercial a que estes serviços obrigam, principalmente quando as editoras estão envolvidas sem que os “autores das peças criativas” tenham sido ouvidos.
Vários “incidentes” ocorreram em 2014, outros são já conhecidos das massas.
Exemplo: Os Beatles NÃO estão no Spotify!

E petições para que isso mude são diversas:
We want The Beatkes on Spotify
Petição The Beatles on Spotify

Foram precisos vários anos até que a Apple Records concordasse que a obra de The Beatles fosse distribuída através do iTunes (actualmente sob um contrato de exclusividade que não permite que qualquer outro serviço de streaming tenha acesso à obra da banda).

De notar que a obra a solo de John Lennon já está no Spotify desde Outubro deste ano (2014), juntando-se à obra a solo dos seus ex-colegas (Paul McCartney, Ringo Starr e algumas músicas de George Harrison).

FONTE: Daily Mail

Por outro lado, a obra dos Led Zeppelin está disponível apenas no Spotify num contrato de exclusividade semelhante ao da Apple Records relativo aos The Beatles e ao iTunes.

Este ano, o assunto ganhou novo fulgor com a decisão de Taylor Swift. A cantora norte-americana optou por retirar toda a sua obra do Spotify. Segundo a cantautora, o mundo da música está numa fase que sofre mudanças tão acentuadas e tão rápidas que torna demasiado arriscado disponibilizar toda a sua obra criativa em serviços de streaming, cujo funcionamento é igualmente volátil e mutável.

Mais informações sobre a decisão de Taylor Swift de abandonar o Spotify.
Mais curiosidades sobre o Spotify.

Outro facto importante que trouxe força à discussão foi o facto da Global Music Rights, startup que representa cerca de 40 artistas, ter processado o Youtube exigindo a remoção de cerca de 20.000 vídeos. A utilização desses vídeos não foi autorizada pelos artistas, apenas pelos intermediários que não são detentores dos direitos de autor dos referidos artistas.

Pharrell Williams e Chris Cornell são apenas dois dos nomes sonantes. O primeiro dos quais segue dezenas de autores e artistas que abandonam a relação profissional com a ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers). E assim assistimos, novamente, a uma mudança radical na indústria da música.

Influenciará o mercado português? Pelo menos serve de inspiração.

Que se seguirá no music business (cada vez menos música e mais negócio, de acordo com alguns artistas)?

Ajuda na pesquisa de informação: Irina Ferreira e Carina Silva.
Suporte de conteúdo: MKS

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