Talkfest - forum sobre o futuro dos festivais de música em Portugal

Talkfest – um mundo de informação

Sabem do que falo?

Talkfest – é um festival sobre festivais. Não, estou só a usar uma figura de estilo que agora me falta o nome.

É uma série de conferências, palestras, workshops, seminários e documentários sobre festivais de música e música em geral, na realidade, em Portugal.

Ora para quem me conhece sabe que esta não é uma paixão, é sim, um vício. Profissionalmente foi-me possível frequentar os 3 dias de conferências, e isso deixou-me imensamente satisfeita!
Tirei notas e apontamentos num caderno que me acompanha nestas andanças de congressos, habitualmente de marketing, e dificilmente acompanharei os tempos digitais de informação útil.

De qualquer forma, vou registar neste espaço notas que trarão robustez a opiniões que possa vir a emitir.


Começou de forma perfeita, falava-se do uso das Redes Sociais.

Seguem em baixo algumas notas com a indicação dos autores das ideias (de certo muitas estarão erradamente atribuídas por rapidez de caneta momentânea. As desculpas desde já.)

NOS FESTIVAIS
– Facebook e Instagram são instrumentos usados na comunicação entre os pares e nas próprias redes
– 38% usa hashtag

O USO DAS REDES SOCIAIS

KARLA CAMPOS (LIVE EXPERIENCE)

– Proximidade ao consumidor
– Mais conhecimento do que o consumidor quer
– Fornecer infos úteis de forma directa
– Digital era below the line, AGORA é ABOVE THE LINE
– Criam-se conteúdos para aproximar as pessoas das marcas (ou as marcas das pessoas)

MIGUEL ÂNGELO (Músico)

– Redes sociais: alguma distracção, fotografias fáceis
– Uso dos dispositivos (telemóveis) em festivais OK, mas em salas fechadas incomoda

Uso tlmv / web é benéfico ou não para o artista?

– O vídeo no youtube dos concertos do artista colocados pelos fãs, pode ser bom ou mau dependendo da prestação do artista.
– Mas se houver um mau entre muitos bons, ainda que se torne viral, pode treazer alguma publicidade
– Perde-se qualidade, perde-se contexto. o momento gravado pode ser apenas um momento
– do ponto de vista do artista pode ser bom no sentido de alimentar a relação com o público.

NBC (Músico)

– Redes Sociais foi o impulso na comunicação
– Redes Sociais são tão ou mais importantes que uma Blitz
– Quem vem das gerações mais tradicionais não acredita no poder das redes sociais mas as redes sociais são muito importantes
– A imagem é fulcral. Há rádios que só aceitam a nossa música se tivermos um vídeo para colocarem no website
– Imagem > Som
– Há artistas que vendem directamente nas redes e websites sem agente, editora ou intermediários
– A própria construção de um album é diferente de há uns anos. Hoje em dia trabalha-se apra lançar single a single para amnter o nome a mexer e para ir conquistando espaço, contacto com o público e alguma margem financeira.

GONÇALO FONSECA (Branded Content & Comunication Produções Fictícias)

– Não vê desvantagem no uso de redes
– Exposição pode ser prejudicial se não for de forma positiva
– Há que criar oportunidades de conversação e de construção de conteúdos para se sobrepor ao mau.
– 23% das interacções sobre festivais acontecem fora do festival.
– livestreaming tira partido por exemplo

ANTÓNIO FRANCISCO MELÃO (Fotógrafo)

– Ver tudo em directo é o sonho
– A geração woodstock gosta destas mudanças! embora talvez sejam rápidas demais mas é a evolução
– Estamos constantemente a monitorizar o que acontece nas redes
– As últimas duas gerações comunicam de forma diferente
– A internet é uma forma diferente de pensar
– Os targets são diferentes
– A exposição é brutal e tem de ser gerida, estruturada, planeada
– Website e fb não é o digital
– Viral pode ser bom = visualizações

FOTOGRAFIA
– Os telemóveis e o online também matou os serviços de fotografia
– O fotógrafo deixou de ter o impacto que tinha

Entre todos os participantes:
– Videoclubes online (youtube) às vezes é cinzento para o artista que não retira proveito imediato
– os streamings nem sempre beneficiam o artista
– a legislação não acompanhou a protecção do artista
– há intermediários que têm lucros sem que o artista beneficie do processo
– os patrocinadores querem saber do plano de marketing e não da música

Ainda sobre a remuneração do artista e tocando num canal muito particular: Youtube:

– ferramenta de comunicação e de divulgação fantástica para quem tem poucos recursos/meios
– uma forma de contornar a indústria
– uma forma para aumentar a exposição, logo de motivar mais contratos, mais concertos, mais parcerias MAS que pode representar MENOS VENDAS

EX: PEARL JAM não usavam a sua imagem

– Para vender discos não é relevante
– Actualmente o artista pdoe ir directamente ao spotify negociar
– Online e redes sociais traz IGUALDADE
– Os middlemen tendem a desaparecer porque eles monopolizavam o processo e o lucro
– O artista tem agora espaço para se defender
– Há outros suportes que promovem o consumo de música – mensalidade da banda larga. ex: – que deviam reverter quotas para quem faz conteúdos

FACEBOOK / INSTAGRAM / SPOTIFY / YOUTUBE / TWITTER

– Trata-se mais de um Marketing Social e Relacional
– Traz um cunho pessoal e individual à informação
– Storytelling
– São criadas personagens que contam uma história e que levam o público até ao artista e à sua música

Redes Sociais não são para vender

Fonte Imagem: Instagram @talkfest

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