Marketing in Music

“Times they are a changin’ ” … e a música também.

Temos de aceitar que as vendas dos álbuns são muito baixas e o download de singles é quase irrisório.
Enquanto o valor do mercado de streaming aumenta, começamos a perceber que o consumo são as novas vendas.

Machine Shop tem sido uma referência para mim enquanto interessada nestas andanças da comunicação na área da música. No Music Business.

Esta startup (já nem tanto) tem promovido Noites de Networking e Workshops na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) e na última sessão (ver aqui), Kiel Berry, representante da Bruin Entrepreneurs que colabora com Machine Shop, afirmou que o mercado mudou. Temos de aceitar que:
– as vendas dos álbuns são muito baixas
– o download de singles é quase irrisório
– existe uma enorme vontade no mercado de adaptação aos novos tempos e modos de consumo
– os músicos precisam ser mais do que músicos nos dias de hoje
– encontrar o balanço entre fazer música e comunicar o produto final é crucial
– a criação de plataformas próprias começa a ser prática comum para ganhar alguma independência face a managers, editoras, etc.

De acordo também com o CEO da Merlin, “as the value of the streaming market grows, people are starting to realise that consumption is the new sales.”
Enquanto o valor do mercado de streaming aumenta, começamos a perceber que o consumo são as novas vendas.

NOTA:
Merlin Network (Merlin) é uma agência mundial não lucrativa com o propósito de representar empresas independentes do sector da música e promover a exploração dos direitos de autor em seu benefício, nomeadamente nas plataformas digitais, new media e mobile.

Soundcloud, It is a changin’
Estas considerações iniciais trazem-nos ao tema principal deste “artigo”.
O Soundcloud sempre foi uma rede social subtil (palavra sminhas apenas), tentando apoiar de alguma forma a comunidade indie que foge do que é massificado. O objectivo romantizado de apoiar novos artistas e comunidades à margem da pop culture, toma novos contornos com o despertar dos artistas (de todas os espectros musicais) para o poder destas plataformas e como podem (ou podiam) estar a representar incomes.

Estas plataformas (Soundcloud, Spotify, Youtube) faziam sentido quando as pessoas compravam música. Quando se tornam meios exclusivos de consumo, o artista fica sem margens (sim, financeiramente falando).

Por isso esperam-se mudanças no Soundcloud, principalmente depois da parceria com a Merlin, das negociações com a Warner Brothers e com a Associação Nacional (Norte-Americana) de Editores de Música para o licenciamento dos conteúdos. O objectivo é evitar as situações da Google e do Youtube que sofrem com o bloqueio de vídeos, reclamações e processos judiciais dos artistas.

Estas mudanças resultarão, com toda a certeza, numa nova plataforma comercial e de negociação mais adaptada aos novos modelos de consumo de música que responda a editoras, músicos e fãs.

O futuro promete alterações profundas no sector da música! Aguardamos aos pulos!!

Fonte: Music Industry Blog

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s