Novas Estratégias de Comercialização de Bilhetes de Concertos

E se pudéssemos comprar os bilhetes dos concertos directamente aos artistas?

“Starting today we begin combining our technology and expertise, making the concert experience better for artists and fans alike.” Matt Jones (Songkick, Co-CEO)

Combinar a tecnologia e o conhecimento, melhorando a experiência de um concerto para fãs e para artistas, diz o co-CEO da Songkick. Esta declaração surge da parceria com o Crowdsurge.

Pequenas coisas vão fazendo a diferença no show business, e a verdade é que a guerra pela equidade e remuneração justa dos intervenientes toma contornos cada vez mais visíveis.

Duas plataformas relevantes ligadas à música e espectáculos diversos uniram esforços, e nasce assim uma solução que pretende responder ao facto de elevadas percentagens dos bilhetes de concertos ficarem em intermediários, e não entregues aos artistas.

Não sou especialista mas entre espaços, promotores, agentes, editoras, a lista é longa. Dir-me-ão, a lista é longa sim. É uma longa lista de despesas diversas e das quais nunca nos lembramos no mundo cor-de-rosa de defesa do artista indefeso. Despesas com segurança, limpeza, comunicação, investimento inicial, risco de quem organiza. Entendo. Concordo (ou na realidade não tenho conhecimento suficiente para concordar nem discordar. Apenas entendo.).

Mas todas as partes precisam acautelar o retorno do seu investimento, correcto?

Quem tem amigos músicos que tocam por piada ou, mesmo que sem piada, tentam fazer da música o seu sustento, sabe que isso não acontece face ao artista. E se estes são exemplos pequenos, nos maiores não é muito diferente pois um single ou um álbum bem sucedido não garante “a remuneração justa” do músico, mesmo com sucessos à escala global.
Ok, não estamos a falar de produções milionárias.

Mas as soluções que unem o Songkick e o Crowdsurge trazem uma nova forma de entender a venda de bilhetes. Comprar bilhetes directamente ao artista permite que este tenha margens maiores e, quem sabe, diminuir um pouco os valores dos espectáculos.

Há boatos de que a plataforma Tidal tem também essa mesma feature num plano estratégico futuro (não muito longínquo).

Será esta uma nova viragem na comercialização de bilhetes de concertos?

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